quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Parou a brincadeira.
Você realmente não cansa de ser um bebê chorão?
E daí se o seu relacionamento não anda dando certo?
E daí se os problemas da sua casa parecem desmoronar em sua cabeça?
E daí se o seu curso não anda do jeito esperado?
Você esperava mesmo viver uma vida sem dificuldades?
E agora chorar litros e se culpar vai resolver alguma coisa?
Ocupar seus amigos contando seus problemas medíocres vai resolver
algo ou vai apenas te mostrar o quão incapaz de resolver algo sozinho
você pode ser?
Se você sabe que não está dando certo, mas mesmo assim quer continuar
tentando... Está chorando e achando ruim por quê?
Foi você quem escolheu.
Essa é a sua vida e seu caminho, deixe de se esconder atrás
de barreiras humanas e assuma responsabilidades.
Não, ninguém pode resolver nada por você.
Seja humano, erre, mas aceite o prazer de ser livre.
P.S. Vários textos pendentes, mas vou digitar.
Você realmente não cansa de ser um bebê chorão?
E daí se o seu relacionamento não anda dando certo?
E daí se os problemas da sua casa parecem desmoronar em sua cabeça?
E daí se o seu curso não anda do jeito esperado?
Você esperava mesmo viver uma vida sem dificuldades?
E agora chorar litros e se culpar vai resolver alguma coisa?
Ocupar seus amigos contando seus problemas medíocres vai resolver
algo ou vai apenas te mostrar o quão incapaz de resolver algo sozinho
você pode ser?
Se você sabe que não está dando certo, mas mesmo assim quer continuar
tentando... Está chorando e achando ruim por quê?
Foi você quem escolheu.
Essa é a sua vida e seu caminho, deixe de se esconder atrás
de barreiras humanas e assuma responsabilidades.
Não, ninguém pode resolver nada por você.
Seja humano, erre, mas aceite o prazer de ser livre.
P.S. Vários textos pendentes, mas vou digitar.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Se olha no espelho irrevogavelmente cansada de se ver,
aquele rosto tão familiar já convive com você faz algum tempo.
E você simplesmente não o suporta mais. E ele nem é feio, mas é
sempre o mesmo rosto livre de alguma expressão feliz.
Você olha os comprimidos e se questiona: quantos terei que tomar para
ser livre? Será que vou sofrer? Será que vai ser rápido?
Eles são azuis e por alguma distração mórbida te faz lembrar o céu.
Céu, tranquilo céu.
Escuta sua música preferida pela última vez, olha aquele livro que não
acabou de ler e imagina o seu final para ele. "Você poderia ter sido escritora", brinca consigo mesma em silêncio. Pensa em algumas pessoas que te marcaram, pessoas que já se foram e pessoas que você acabou de conhecer. Pensa se sua morte causará algum impacto, o que pensarão do que você fez e o quanto falarão que você é fraca.
Mas isso não te desanima.
Chora algumas lágrimas de uma angústia inexplicável e de uma felicidade clandestina.
Toma um banho, coloca sua melhor roupa e se mata.
aquele rosto tão familiar já convive com você faz algum tempo.
E você simplesmente não o suporta mais. E ele nem é feio, mas é
sempre o mesmo rosto livre de alguma expressão feliz.
Você olha os comprimidos e se questiona: quantos terei que tomar para
ser livre? Será que vou sofrer? Será que vai ser rápido?
Eles são azuis e por alguma distração mórbida te faz lembrar o céu.
Céu, tranquilo céu.
Escuta sua música preferida pela última vez, olha aquele livro que não
acabou de ler e imagina o seu final para ele. "Você poderia ter sido escritora", brinca consigo mesma em silêncio. Pensa em algumas pessoas que te marcaram, pessoas que já se foram e pessoas que você acabou de conhecer. Pensa se sua morte causará algum impacto, o que pensarão do que você fez e o quanto falarão que você é fraca.
Mas isso não te desanima.
Chora algumas lágrimas de uma angústia inexplicável e de uma felicidade clandestina.
Toma um banho, coloca sua melhor roupa e se mata.
domingo, 21 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Poema do amor imperfeito
Desse delírio tenho medo
Desse delírio que ama e sonha
E me espera atrás do beco
E me ataca pelas costas
E se vinga do meu medo
Desse sonho
Dessa viagem
Do nosso amor tenho medo
Quando ele vem sorrateiro
Quando atravessa os bueiros
E me pega de surpresa
E me enterra um dardo no peito
Tenho medo do seu medo
Desse punhal tatuado no seu corpo
Dessa sua coragem de morrer cedo
E mesmo com tudo isso o amor amanhece perfeito?
Nunca, nunca um amor perfeito!
Mas um amor doido, trucidado
Feito de carne e verdade
Feito de estranha voragem
Quase de cinzas composto
Brasas queimaram meu rosto, mas volto livre e amada
Com cicatrizes guardadas
Vou voltando meu amado, ao nosso amor imperfeito
O que poderia neste mundo roubar-me a sua beleza?
Nem as feras, nem os bruxos
Nem os circos enfeitiçados
Nem os meninos mais tristes
Nem o fado inexorável
Nem trapezistas ou mágicos
Nem a morte meu amado
Nem os saltos, nem as quedas
Nem as feridas mais abertas
Nada disso me atormenta
Quero o nosso amor à salvo
Mesmo que sejam vorazes
Os deuses que ousam matá-lo
Quero o nosso amor humano
Mesmo que eu tenha medo
Mesmo que seja frágil o nosso amor de porcelana
Mesmo que seja estranho
Eu me lanço
Delicada como uma borboleta
Furiosa como uma lâmina
E uma coragem danada
Me leva para os teus braços
Um tipo de cegueira
Uma escuridão quase acesa
E uma ventania dos diabos
Vem açoitando meu corpo
Cheio de juventude
E em você eu desagüo
Sangro a romã dos seus lábios
Beijo seu corpo forte, alto, iluminado
E me permito tudo
Absolutamente tudo ao seu lado.
Desse delírio que ama e sonha
E me espera atrás do beco
E me ataca pelas costas
E se vinga do meu medo
Desse sonho
Dessa viagem
Do nosso amor tenho medo
Quando ele vem sorrateiro
Quando atravessa os bueiros
E me pega de surpresa
E me enterra um dardo no peito
Tenho medo do seu medo
Desse punhal tatuado no seu corpo
Dessa sua coragem de morrer cedo
E mesmo com tudo isso o amor amanhece perfeito?
Nunca, nunca um amor perfeito!
Mas um amor doido, trucidado
Feito de carne e verdade
Feito de estranha voragem
Quase de cinzas composto
Brasas queimaram meu rosto, mas volto livre e amada
Com cicatrizes guardadas
Vou voltando meu amado, ao nosso amor imperfeito
O que poderia neste mundo roubar-me a sua beleza?
Nem as feras, nem os bruxos
Nem os circos enfeitiçados
Nem os meninos mais tristes
Nem o fado inexorável
Nem trapezistas ou mágicos
Nem a morte meu amado
Nem os saltos, nem as quedas
Nem as feridas mais abertas
Nada disso me atormenta
Quero o nosso amor à salvo
Mesmo que sejam vorazes
Os deuses que ousam matá-lo
Quero o nosso amor humano
Mesmo que eu tenha medo
Mesmo que seja frágil o nosso amor de porcelana
Mesmo que seja estranho
Eu me lanço
Delicada como uma borboleta
Furiosa como uma lâmina
E uma coragem danada
Me leva para os teus braços
Um tipo de cegueira
Uma escuridão quase acesa
E uma ventania dos diabos
Vem açoitando meu corpo
Cheio de juventude
E em você eu desagüo
Sangro a romã dos seus lábios
Beijo seu corpo forte, alto, iluminado
E me permito tudo
Absolutamente tudo ao seu lado.
Seus pensamentos não se encaixam.
Você muda de opinião tão constatemente que isso
não te deixa crer em nada.
Você pensa e sente falta.
Você pensa e são amigos.
Você pensa e quer beijar.
É difícil compreender o que você sente.
É difícil compreender o significado daquela frase.
É difícil compreender o que está acontecendo entre vocês.
Você muda de opinião tão constatemente que isso
não te deixa crer em nada.
Você pensa e sente falta.
Você pensa e são amigos.
Você pensa e quer beijar.
É difícil compreender o que você sente.
É difícil compreender o significado daquela frase.
É difícil compreender o que está acontecendo entre vocês.
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